sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Unlocked.


     Eu parei de escrever. Eu sempre gostei, mas de repente... parei. Sem aviso prévio, nem nada...só parei.

    Eu gostava de escrever sobre a vida, sentimentos, pessoas, situações. Mais do que escrever, eu gostava de compartilhar o que eu inventava aqui dentro da cabeça.
Só que com o passar do tempo eu fui considerando tudo que eu tinha a dizer desnecessário para as outras pessoas e no final das contas acho que acabei considerando desnecessário pra mim também.

    Todo tipo de exposição me pareceu uma grande tolice. Passei a viver realmente no "Sarah's locked room" (Quarto trancado da Sarah) mas acho que nem a Sarah podia mais entrar lá! hahaha

   Todo mundo quer opinar sobre tudo o tempo todo e eu não queria ser mais um desses, porque pessoas assim me aborrecem um bocado.
Aos poucos fui ficando caladona... e quando eu resolvia finalmente escrever alguma coisa, suscitava reações inesperadas. Aí cansei. Desisti.

    Fiquei meio chata. Perdi um pouco daquela minha cor característica. E do bom humor também. 

    Não, eu não virei uma chata de galocha com todo mundo haha (pelo menos acho que não) quem mais teve que me aturar fui eu.

     Não acho que será tão fácil voltar a dar a importância devida para os meus pensamentos... mas eu sei que serei mais feliz se fizer isso. 

   Então... acho que voltei.

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    Nesse meio tempo os cabelos brancos vieram como uma explosão vulcânica na minha cabeça. Que coisa desagradável! Só tenho 21 anos (em breve 22), mas a genética não dá trégua mesmo né. 

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Beijo.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Bolo.

Eu gosto de bolo de fubá e você de bolo de cenoura.


A gente pode sair pra comer naquela doceria depois do almoço de domingo. Eu o de fubá, você o de cenoura ou então a gente resolve comer o de chocolate, porque esse nós dois adoramos.


No sábado a tarde eu posso fazer o bolo de cenoura pra você comer enquanto assiste seu seriado favorito na TV e no outro, você pode trazer um de fubá pra eu comer com café bem quentinho.


Caso eu tenha um tempinho livre, posso até fazer meia receita de cada um pra nós dois ficarmos felizes...juntos.


Acho que relacionamento é meio isso.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

JAIL.



Queria entender por que não tiro os pássaros e lâmpadas colados desde 14 de janeiro na parede da garagem ...


Por que não me exercito no aparelho de ginástica que fica na lavanderia?


Por que não leio aquele livro que está aqui na estante há tanto tempo?


Por que eu não carrego meu ipod pra ouvir música no trem?


Por que eu não acordo mais cedo pra fazer um penteado diferente?


Por que eu não olho mais a Lua pela luneta?


Por que não escrevo mais no meu blog?


Por que não largo o facebook?


Por que não durmo só 20 min depois do almoço?


Por que não como só 2 colheres de arroz na hora do almoço?


Por que eu não desenho mais?




É terrível não fazer nada (ou quase nada) do que se planeja... 


... é mais terrível ainda perceber que não fez nada disso porque não conseguiu sair da prisão do marasmo em que você mesmo se trancou.






Deus, me ajude a me livrar de mim.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Pensei...

    Quando as pessoas ficam chatas, dizem que estão ficando velhas... mas acho que isso é só uma desculpa para o fato de que estão ficando chatas mesmo.

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    Acho que pessoas sábias não devem ficar discutindo sobre as ações medíocres das outras pessoas...penso que elas nem se envolvem com essas questões por considerarem ter mais o que fazer. Lavar uma louça, ler um livro, fazer um bolo, olhar para o céu, estudar geometria, desenhar, ouvir música, ver fotos, tomar café, fazer ginástica...
    Queria ser sábia.

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   Suponhamos que está nevando, eu estou nua e você tem um cobertor sobrando. Você acha que é mais razoável eu esperar uma atitude sua, ou você esperar um pedido meu?


Beijo.



quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Mãos dadas.


"Dar a mão a alguém foi o que eu sempre esperei da alegria." C.L


Como é bom ter alguém pra quem eu possa falar todas as frases bonitas que já li.

Agora já não preciso mais inventar sua presença.



Uma semana :) 



L.U, @guzsilva 


sábado, 9 de abril de 2011

O Embarque.



Acontecem coisas muitos estranhas com o tempo nas estações de trem, pelo menos comigo. Todos os dias eu planejo sair de casa num determinado horário para chegar em tempo de pegar o trem para a faculdade com o Gustavo (@guzsilva no twitter) às 7:00 e chegarmos lá antes das 8:00. Nunca dá certo.
Quando saímos às 7:00, chegamos lá às 8:10, se saímos 7:20 acabamos chegando às 7:50 ¬¬ . O tempo nas estações de trem durante a manhã é realmente bizarro.
Nessa última segunda-feira, abri a porta da sala de casa e dei de cara com uma parede bem densa de neblina, dei tchau pra mamãe e segui meu caminho até a estação. Me posicionei no mesmo lugar de sempre na plataforma e... esperei.
Olhei para a direção de onde vem o trem e ... nada. Depois de alguns minutos, minha agonia foi aumentando e minhas olhadas começaram a se voltar para a tal direção com muita freqüência, mas a única coisa que eu conseguia enxergar era parte dos trilhos e a parede de neblina. Nem sinal dos faróis... nem sinal de nada, só mesmo da minha agonia.
Então parei de pensar no trem e no horário, comecei a reparar em mim mesma, e nas outras pessoas que também esperavam na plataforma... me senti uma completa boçal. Não conseguia achar um motivo bom o bastante que explicasse o porquê de eu ficar olhando insistentemente para a direção de onde vem o trem, sendo que na hora que o ele chegasse pararia e abriria uma das portas bem na minha frente, como acontece todos os outros dias. 
Por que mesmo sabendo disso eu continuava ansiosa? Parecia mais forte do que eu, e quem me conhece sabe que eu não gosto muito de perder o controle das situações, principalmente quando perco o controle para mim mesma. Era como se só quando eu visse a luz dos faróis se aproximando de mim poderia ter a certeza de que ele realmente viria.
Descobri, então, que isso não acontece só na plataforma de uma estação de trem... acontece também em muitos outros âmbitos da vida. Temos certeza de determinadas coisas, sabemos que na hora certa (que pode não ser na hora que consideramos ser a certa) elas vão acontecer, mas ainda assim nos desesperamos.
Habacuque foi um homem (Bíblia) que não entendia o porquê da  destruição, injustiça, violência e vantagem das pessoas más sobre as boas... por isso perguntou a Deus porque Ele não fazia nada a respeito disso. Deus não ficou bravo por causa das perguntas de Habacuque, em vez disso, Ele explicou o que faria a respeito.
Deus responde pela segunda vez a Habacuque dessa forma:
“Escreva em tábuas a visão que você vai ter, escreva com clareza o que eu vou lhe mostrar, para que possa ser lido com facilidade.
Ainda não chegou o tempo certo para que a visão se cumpra; porém ela se cumprirá sem falta. O tempo certo vai chegar logo; portanto, espere, ainda que pareça demorar, pois a visão virá no momento exato.
A mensagem é esta:
Os maus não terão segurança, mas as pessoas corretas viverão por serem fieis a Deus.”
O cuidado de Deus é certo em todas as áreas da nossa vida. Temos sim que fazer a nossa parte, chegar no horário certo na estação e descer até a plataforma que nos leva ao destino correto, mas quem controla a hora do trem chegar é Ele
Olhar ansiosamente esperando ver os sinais do farol em meio a neblina não fará o trem chegar mais rápido. O máximo que pode acontecer é o seu nível de nervosismo aumentar consideravelmente.

Bom é descansar e esperar pacientemente para embarcar.

Nota: Fiz a experiência de me segurar e não olhar insistentemente para a direção de onde vem o trem, além dele chegar mais rápido do que eu imaginava,  me causou uma sensação de surpresa agradabilíssima.

sábado, 2 de abril de 2011

Se tu vens ás quatro, desde às três eu começarei a ser feliz.

     Quando eu era criança costumava mexer no armário da sala da casa da vó Hilda. Gostava de bisbilhotar os livros velhos da minha tia e sempre tentava começar a ler o tal do "O Pequeno Príncipe". Não conseguia entender muito bem nem os desenhos, quanto mais as palavras.
     Quando cresci e finalmente resolvi lê-lo, me encantei.


     Mas a raposa retomou o seu raciocínio.


      - Minha vida é monótona. Eu caço as galinhas e os homens me caçam. Todas as galinhas se parecem e todos os homens se parecem também. E isso me incomoda um pouco. Mas, se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei um barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros passos me fazem entrar debaixo da terra. Os teus me chamarão para fora da toca, como se fossem música. E depois, olha! Vês, lá longe, os campos de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim não vale nada. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelos dourados. Então será maravilhoso quando me tiveres cativado. O trigo, que é dourado, fará com que eu me lembre de ti. E eu amarei o barulho do vento no trigo (...)

      - Que é preciso fazer? -- perguntou o pequeno príncipe.
     - É preciso ser paciente -- respondeu a raposa. - Tu te sentarás primeiro um pouco longe de mim, assim , na relva. Eu te olharei com o canto do olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas, cada dia, te sentarás mais perto...

      No dia seguinte o principezinho voltou.
      - Teria sido melhor se voltasse à mesma hora - disse a raposa - Se tu vens, por exemplo, às quatro, desde às três eu começarei a ser feliz. Às quatro horas, então, estarei inquieta e agitada: descobrirei o preço da felicidade!
      Mas, se tu vens a qualquer momento, nunca saberei a hora de preparar meu coração (...)

Antoine De Saint-Exupéry