terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Fechando os olhos.

  Muitas pessoas sentem vergonha em admitir que as partes de suas vidas gastas no mundo da fantasia são mais empolgantes do que muitos momentos na tão adorada realidade.
  Nos últimos tempos estive num período bem... como eu posso dizer... distante da minha imaginação.Vivendo e pensando apenas nas possibilidades, incertezas, fatos e experiências do dia-dia e, ao fazer uma auto-analise, cheguei a conclusão de que os períodos em que estou totalmente realista a respeito da vida, geralmente são também os momentos mais chatos.
  Pode até ser uma fuga mas, sinceramente, as vezes uma fuga da prisão da mesmice no meio da tarde pode ser um poço de alegria, deleite e emoção. Hoje mesmo fui tomar café com creme e chocolate em Nova York, andei de bicicleta por um caminho de folhas secas, brinquei num balanço e fui levada pela correnteza de um riacho.
  A imaginação pra mim é um dos presentes de Deus pra me ajudar a não viver como um robô frio e automático.

  Algumas pessoas adoram criticar os sonhadores... na verdade as pessoas adoram criticar muitas coisas né. Mas tudo bem, enquanto você nos critica nós rimos por dentro ao o imaginarmos vestido de alcachofra dançando o chá-chá-chá! :)

Beijork

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

O conselho.

"Então, minha querida Sarah, você não tem ossos de vidro. Pode suportar os baques da vida. Se deixar passar essa chance, com o tempo seu coração ficará tão seco e quebradiço quanto o meu esqueleto. Então vá em frente, pelo amor de Deus." 

- Ta certo Sr. Dufayel*! 

*Raymond Dufayel -- O Fabuloso destino de Amélie Poulain.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Favorito.

Qual é sua cor favorita?


Qual é a sua comida favorita?


Qual é a sua música favorita?

    3 perguntas simples, mas que conseguiram me deixar bem encafifada porque... eu simplesmente não sei responder a nenhuma delas. 
    Quando eu era menor a minha cor favorita era lilás, minha comida favorita era batata ao molho branco e a minha música favorita era "as long as you love me" dos Backstreet Boys e ponto final. Simples assim. 
    Agora é tudo diferente. Tem uma época em que eu gosto de vermelho... outra época fica tudo roxo, depois passa para o marrom logo após só quero ver cinza. Um dia acordo querendo ouvir  músicas melancólicas, no outro dia acordo querendo ouvir as mais alegres possíveis.De repente cismo com chá de hortelã, amanhã já me vicio em comer confete... por fim estou gostando mesmo é de arroz à espanhola.

    Fico aqui pensando com meus botões... como posso confiar em alguém assim?!!



Beijinho.

Dicionário.

    Estava bisbilhotando o dicionário, e na minha humilde opinião todos deveriam ler mais o pai dos burros, sem querer ofender ninguém... nem os burros O.o ... bom, tudo bem. 
    Um dia desses eu me diverti ao ler o seguinte:

Limonadeiro, s.m  Fabricante ou vendedor de limonadas. 

Ignorantão, s.m Aumentativo de ignorante. (Fem.: ignorantona; pl.: ignorantões.) 

    Então essa semana resolvi procurar o significado da palavra "graça" e ao chegar na ultima linha me deparei com a expressão "cair em graça", que segundo o dicionário significava:

Cair em graça: ser acolhido com benevolência, merecer a simpatia.

    Está aí uma coisa que eu discordo! A graça não anda junto com o merecimento.
Se alguém resolve te dar algo de graça, quer dizer que você não precisou pagar nada em troca disso, não é mesmo?!

    Por exemplo: Deus nos ama por causa da sua graça, não há nada que possamos fazer para que Ele nos ame mais ou menos. Ele ama e ponto. Obviamente isso não quer dizer que Ele queira que nós continuemos do mesmo jeito que estamos, pelo contrário, porque Ele nos ama é que quer que sejamos transformados...libertos. 
    Mas é graça, e é de graça! Porque se fosse por merecimento...coitados de nós, estavamos perdidos!!!  O dicionário, assim como muita gente, não entende o real significado dessa palavra genial porque, como diz  Philip Yancey, a graça é algo escandaloso num mundo onde tudo é por mérito.

*Cair em graça: ser acolhido com benevolência, ter a simpatia mesmo sem merece-la. 

:) 

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Soldadinho de Chumbo

    "Você nunca pensou, quando criança, o quanto seria divertido se os seus brinquedos ganhassem vida? Bem, suponhamos que você realmente os tenha trazido à vida. Imagine que você possa transformar soldadinhos de chumbo em homenzinhos de verdade. Isso envolveria transformar chumbo em carne. E se o soldadinho de chumbo não gostar disso? Ele pode não estar interessado em carne; tudo o que ele vê é que o chumbo está sendo estragado, e pensa que você o está matando. Ele fará de tudo o possível para impedí-lo. O soldadinho de chumbo não se tornará homem se puder evitar.
    Não faço ideia do que você faria com aquele soldado de chumbo. Porém, o que Deus fez a nosso respeito foi o seguinte: a segunda pessoa em Deus, o Filho, tornou-se ele mesmo um ser humano, nascendo em um mundo como um homem de verdade- um ser humano real, com uma altura específica, com cabelo de uma cor específica, falando determinada língua e pesando tantos quilos. O ser eterno, que sabe de tudo e que criou todo o universo, não apenas se tornou homem, mas (antes disso) um bebê e , antes, um feto no interior de um corpo de uma mulher. Para se ter uma idéia disso, imagina como seria se você se tornasse um caracol ou uma lesma.
    (...)ele escolheu uma carreira terrena que envolvia matar os seus desejos humanos a cada momento- pobreza, incompreensão da parte de sua família, traição da parte de seus amigos íntimos, zombaria e maus-tratos por parte dos guardas e execução pela tortura. E então depois de ter sido assim morto- morto todos os dias, em certo sentido-, a criatura humana em Cristo, porque estava unida ao Filho divino, ressuscitou. O homem em Cristo voltou a viver novamente; não apenas o Deus. Eis aí toda a questão. pela primeira vez nós vimos um homem de verdade. Um soldadinho de chumbo  - de chumbo mesmo, como os demais - tornou-se vivo de forma plena e gloriosa. "

Cristianismo Puro e Simples - C. S Lewis.

Feliz Ano Novo. :)

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Vitrine.

    Quando eu era *mais criança eu costumava gostar muito de ver as roupas das vitrines das lojas da cidade, especialmente quando voltava da escola para casa. Eu geralmente voltava sozinha ou com alguma amiga.
    Acontece que quando eu gostava muito de uma roupa, nunca podia comprar, porque eu só comprava roupas com a minha mãe, era mais seguro, tendo em vista minha compulsividade por comprar coisas que eu usaria no máximo 2 vezes. Eu olhava, olhava e chegando em casa contava pra minha mãe o quão especial e única era a tal peça e explicava direitinho porque eu precisava tanto tê-la.
    Minha mãe ouvia... nem sempre dava trela e quando dava e falava que a gente ia na loja, sempre demorava anos luuz para cumprir a promessa. Então eu ficava muito ansiosa, e passava boa parte dos meus dias pensando no quanto eu tinha adorado a cor, a manga, a estampa, o lacinho, o cintinho e no quanto eu era infeliz por não ter essa maravilha.
     Sinceramente eu era *mais insuportável ainda com meus 11 ou 12 anos. Se eu fosse minha própria mãe, me trancava dentro do guarda-roupa e não abria mais ( ta certo que para mim não iria ser castigo muito grande, porque ... eu gosto um pouco de ficar dentro de guarda-roupas escuros).
    O negócio é que as vezes dona Sandra resolvia ir comigo até a loja pra ver o tal espetáculo em forma de vestuário que eu tanto precisava ter como meu.
    Ao chegar na loja e pedir pra vendedora pra ver a roupa de perto, eu me espantava muito! A tal blusinha não tinha a cor tão vibrante, a manga não era bufante, a estampa não era de gatinhos e não havia sombra de lacinhos e nem de cintinhos delicados nela.
    Eu, na realidade, tinha formado uma outra blusa na minha cabeça. Quase totalmente diferente da que estava na vitrine...pura fantasia. Ta certo que a blusinha não era de TODO ruim, poderia ser até bonitinha. Minha mãe poderia até gostar, comprar pra mim, e então, quem sabe a peça poderia até virar uma das minhas favoritas.Mas, definitivamente não era TUDO aquilo.
    Hoje, chego a uma conclusão... e essa conclusão não é de que é bobeira sofrer por uma roupa...isso é obvio, nem precisa concluir nada pra perceber. A minha conclusão é de que não era preciso sofrer tanto e ter ficado tão ansiosa por uma coisa que na verdade nem existia e perder tanto tempo por idealizar  d+.
  

História boba?

Pode ser... ou não. rs

beijinho :)

domingo, 19 de dezembro de 2010

Não se perde...






    Nem sempre é fácil entender o que Deus tem pra nós, até porque os pensamentos Dele são infinitamente maiores que os nossos. Parece meio que o ato de ler um livro. Só acompanhamos a história adequadamente a medida que vamos lendo, letra por letra, palavra por palavra. Muitas vezes a história não faz nenhum sentido e é claro que, muitas vezes nos arriscamos a dar o nosso "pitaco" sobre o desfecho. Não sei se esta é uma atitude muito inteligente, já que as melhores histórias quase sempre tem um final surpreendente.
   Já Deus é um pouco diferente, Ele consegue enxergar a história toda, não está preso às frases de uma página como nós. 

    Não digo que não acredito que meus passos é que fazem o caminho, porque, sim, eu acredito nisso. Mas acredito também que posso decidir deixar Deus guiar meus passos e dessa forma andar no caminho certo.

Assustador?? Acho que não!

*Não se perde por esperar, não se perde por não entender. 

"Outro sinal de se estar em caminho certo é o de não ficar aflita por não entender; a atitude deve ser: não se perde por esperar, não se perde por não entender." -- Clarice Lispector 



Beijinhos. 

:)